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Paróquia da Rensa recebe novo pároco e abre Porta Santa

 
A Paróquia Nossa Senhora das Mercês, em Ibirité, recebeu seu novo pároco, padre frei Inácio José Tadeu, e vigário paroquial, frei Edson Luiz Raspante, e realizou a abertura da Porta Santa na última sexta-feira, 09 de março. A Celebração Eucarística de posse foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo.
 
A Rensa deseja que o padre frei Inácio seja perseverante em sua missão e que Deus o abençoe nessa nova jornada.
 
Fotos: Pascom | Divulgação
 
 
Porta Santa
A abertura da Porta Santa marca o início do Ano Jubilar dos 800 anos de fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês e foi presidida arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Na cerimônia foi feita a leitura da carta do Papa Francisco à Família Mercedária.
 
O Papa Francisco concedeu à família mercedária em 2018, ano do jubileu dos 800 anos de sua fundação, a oportunidade dos fiéis terem a experiência de passar pela Porta Santa e, ao cumprir as disposições previstas, receber indulgência plenária, isto é, a remissão dos pecados.
 
Para receber a indulgência plenária é preciso que o fiel confesse, participe da Eucaristia e reze pelo Santo Padre.
 
 
 
Confira a carta do Papa Francisco na íntegra
Cel.: Ao Reverendíssimo Padre Fr. Juan Carlos Saavedra Lucho, Mestre-geral da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês.
 
Vaticano, 6 de Dezembro de 2017 Memória de São Pedro Pascual Querido Irmão: À medida que nos aproximamos da data em que a Ordem das Mercês e todos os que a ela estão unidos por vínculos espirituais recordam o oitavo centenário da fundação por São Pedro Nolasco, desejo unir-me à vossa obra de ação de graças ao Senhor por todos os dons recebidos durante este tempo. Desejo expressar-vos a minha proximidade espiritual, encorajando-vos para que esta circunstância sirva para a renovação interior e para promover o carisma recebido, ao longo do caminho espiritual que o Cristo Redentor traçou para vocês.
 
O Senhor está presente na nossa vida mostrando-nos todo o seu amor e encorajanos a responder com generosidade, sendo este o primeiro mandamento do santo Povo de Deus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 5) Em preparação para este ano jubilar, vocês quiseram destacar três protagonistas da sua história que podem significar três momentos de resposta ao amor de Deus. O primeiro é são Pedro Nolasco, considerado o fundador da nova comunidade e o depositário do carisma entregue por Deus. Nessa vocação é o coração e o tesouro da Ordem, já que tanto a tradição da Ordem quanto a biografia de cada religioso são baseadas nesse primeiro amor. No rico patrimônio da família mercedária, iniciado com os fundadores e enriquecido pelos membros da comunidade que se seguiram ao longo dos séculos, reúnem-se todas as graças espirituais e materiais que vocês têm recebido. Este depósito torna-se a expressão de uma história de amor que está enraizada no passado mas que, acima de tudo, está encarnada no presente e aberta para o futuro, nos dons que o Espírito continua a derramar hoje em cada um de vocês. Não se pode amar aquilo que não se conhece (cf. SANTO AGOSTINHO, Trinidade, X, II, 4), por isso encorajo-vos a aprofundar a base estabelecida por Cristo e fora da qual nada pode ser construído, redescobrindo o primeiro amor da Ordem e da sua vocação, para renová-los continuamente.
 
O segundo protagonista neste tríptico é a Virgem Santa, Nossa Senhora das Mercês ou, como também a chamam, dos Remédios e da Graça nas nossas necessidades que suplicamos a Deus e confiamos na sua poderosa intercessão. No original hebraico, a expressão que traduzimos «amarás o Senhor com toda a tua alma» tem o significado de «até à última gota do nosso sangue». Por isso, o exemplo de Maria identifica-se com o verso do «Shemá». Ela proclama-se como a «serva do Senhor» e põe-se em caminho, apressadamente (Lc 1, 38-39), para levar a boa nova do reino a sua prima Isabel. É a resposta de Deus ao clamor do povo que espera a libertação (cf. Ex 3, 7 e Lc 1, 13). Assim, ela é mestra de consagração a Deus e ao povo, na disponibilidade e no serviço, na humildade e na simplicidade de uma vida escondida, totalmente entregue a Deus, no silêncio e na oração. É um compromisso que nos evoca o sacrifício dos antigos pais redentores, que ficavam «como reféns», como garantia da liberdade dos cativos. Por isso, peço-lhes que esse propósito de ser completamente seus se reflita não só nas obras apostólicas de vanguarda, mas também no trabalho diário e humilde de cada religioso, bem como nos mosteiros contemplativos que, com o silêncio orante e o sacrifício oculto suportam maternalmente a vida da Ordem e da Igreja.
 
O terceiro protagonista que completa o quadro da história do Instituto é Cristo Redentor; nele damos um salto qualitativo, porque passamos dos discípulos para o Mestre. Como o jovem rico, Jesus interpelanos com uma pergunta que nos toca profundamente: queres ser perfeito? (Mt 19, 21, 5, 48). Não vale um conhecimento teórico, nem mesmo uma adesão sincera aos preceitos da Lei divina «desde minha juventude» (Mc 10, 20); mas Jesus nos olha nos olhos e nos ama, pedindo-nos que deixemos tudo para segui-lo. O amor é avaliado no fogo do risco, na capacidade de pôr sobre a mesa todas as cartas e apostar forte naquela esperança que não decepciona. No entanto, muitas vezes, as decisões pessoais e comunitárias que mais nos custam são as que afetam nossas pequenas e, às vezes, mundanas seguranças. Todos somos chamados a viver a alegria que brota do encontro com Jesus, para superar o nosso egoísmo, livrarnos do nosso próprio conforto e atrevernos a alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho (cf. Exort. Apost. Evangelii Gaudium, 20). Podemos responder ao Senhor com generosidade quando experimentamos que somos amados por Deus, apesar do nosso pecado e da nossa inconsistência.
 
Queridos irmãos e irmãs: o Senhor Jesus mostrar-vos-á um caminho bonito, por onde andar com um espírito renovado. Poderão fazer crescer o dom recebido - de forma pessoal e comunitária -, entregando-o e entregando-vos completamente, como o grão de trigo que, se não morrer, não pode dar fruto (cf. Jo 12, 24). Peço ao Senhor que vos dê a força para abandonar o que vos ata e assumir a sua cruz, de modo que deixando a capa e tomando a maca (Mc 10, 50; 2,1-12), possam segui-lo no caminho e morar na sua casa para sempre.
 
Por favor, peço-vos que não parem de rezar por mim. Que Jesus abençoe todos os membros da Ordem e toda a família mercedária, e que a Virgem Santa cuide deles.
 
Fraternalmente, Francisco

 
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